O quanto você conhece sobre roedores?

Os roedores existem desde muito antes do que você talvez possa imaginar. O mais antigo que se tem conhecimento surgiu logo após a extinção dos dinossauros, quando os mamíferos começaram a prosperar há cerca de 30 milhões de anos.

Atualmente, após anos e anos de propagação e evolução natural, existem mais de 2 mil espécies de roedores, consistindo em 40% de todos os mamíferos, sendo assim os mais bem-sucedidos. Eles conseguiram se adaptar a quase todos os tipos de ambientes, como florestas, desertos e savanas espalhados em praticamente todos os continentes, exceto a Antártica e algumas ilhas oceânicas. Apenas no Brasil, existem cerca de 230 espécies.

Alguns roedores passam a vida inteira no alto das árvores e outros raramente saem do chão. Alguns têm hábitos aquáticos, enquanto outros preferem ambientes desérticos ou fossoriais. Até mesmo planar é possível para algumas espécies. Podem pesar apenas 5 gramas – como o Mus minutoides – ou até 60 quilos, como a capivara, que é o maior roedor do mundo. Grande parte dos roedores são onívoros, mas certas espécies podem ter uma dieta bem específica, comendo apenas fungos ou invertebrados, por exemplo.

Apesar de toda essa variedade, todos compartilham uma característica: dentes altamente especializados para roer. Roedores possuem um par de incisivos na arcada dentária superior e um par na inferior. Seus incisivos (os dentes da frente) não têm raiz e crescem continuamente – é o hábito de roer que os ajuda a desgastar os dentes, para que não cresçam sem parar e os machuquem, ou até mesmo os impeçam de comer.

Antigamente os biólogos classificavam os coelhos como roedores devido à sua boa adaptação para roer, que é parecida com a dos hamsters. Mas coelhos têm dois pares de dentes incisivos superiores, totalizando seis dentes incisivos, e nenhum roedor possui mais de quatro incisivos. Portanto, os coelhos não são mais classificados como roedores.

Mesmo com tantas espécies e de toda a variedade de habitat, são poucas as que conseguiram se adaptar às intervenções urbanas ou à vida de animais domésticos – por exemplo, apenas quatro espécies de hamster são consideradas de estimação.

Formato da cabeça de um porquinho-da-índia à esquerda, comparado com uma capivara à direita
Montagem comparando o formato da cabeça de um porquinho-da-índia à esquerda, com o de uma capivara à direita

Por serem relativamente fáceis de cuidar, pequenos roedores como chinchilas, porquinhos-da-índia e hamsters são muito procurados para servirem de animais de estimação. É preciso estar atento às individualidades de cada espécie. Por exemplo: muitos roedores inclusive hamsters hibernam, e muitas pessoas acabam os enterrando vivos por não saberem disso.

Os hamsters domésticos podem hibernar quando a temperatura do ambiente cai bruscamente para 15 °C ou menos. Durante esse períodom é normal que a temperatura, batimento cardíaco e movimentos respiratórios do animal diminuam consideravelmente.

Ao contrário dos porquinhos-da-índia, esquilos terrestres, chinchilas e até mesmo ratos, os hamster são animais solitários e só se deve colocar um macho e uma fêmea juntos, durante o curto período do acasalamento.

Assim como os hamsters, os esquilos também conseguem armazenar uma grande quantidade de comida em suas bochechas. Mas diferentemente de outros roedores domésticos que são crepusculares, o esquilo é um animal diurno.

Outra diferença entre todos esses animais é que os ratos e hamster possuem péssima visão, já os porquinhos-da-índia e principalmente esquilos, enxergam muito bem.

Por mais que todos sejam roedores, pertencem a 34 famílias diferentes. Isso faz com que seus hábitos e características sejam também distintos. Os porquinhos-da-índia por exemplo, são mais próximos das capivaras do que os hamsters. Por isso é importante conhecer suas características individuais para lidar e entender melhor cada espécie.